quinta-feira, 9 de abril de 2015

17º Registro

10 de abril de 2015. (sexta-feira)
08:00

Já fazem exatos 10 meses que não escrevo aqui. Muita coisa aconteceu desde que decidimos abandonar a cidade para tentar sobreviver em um local menos habitado. De início escolhemos uma pequena praia no litoral norte, pois estávamos desesperados para sair de Natal.

Durante os primeiros dias ficamos em casas abandonadas, sobrevivendo a partir dos suprimentos que tínhamos levados nas mochilas cargueiras. Mas com o passar das semanas, a comida e a água foram se esgotando, de modo que viramos nômades, passando a rumar de um local para outro com um único só objetivo. Sobreviver.

Encontrávamos pessoas de vez em quando, mas nunca procurávamos ter algum tipo de contato com elas, pois sabíamos que numa situação de emergência poderíamos ter que mata-las para roubar seus suprimentos. Agora era assim que as coisas funcionavam no planeta, os Mordedores juntamente com as pessoas também eram ameaças.

Alguns dias atrás estávamos todos dormindo em uma casa abandonada. Era minha vez de ficar de vigia durante a noite. Após três horas de tédio, não fazendo nada além de ler um livro a luz de velas, escutei barulhos que vinham do cômodo onde guardávamos a comida. Lembrei que tínhamos deixado as janelas destrancados. Me levantei com cautela e fui até lá para saber o que estava acontecendo.

Espreitando pela brecha da parede, vi uma mulher com a cabeça encapuzada vasculhando nosso estoque de comida. Imediatamente soube o que estava acontecendo e fui me aproximando para tentar agarra-la desprevenida. Porém, quando já chegava perto o suficiente para lhe dar um soco em sua nuca, ela se vira com uma arma em suas mãos. Me afastando lentamente, ela fez um sinal para a sua esquerda, me virei e dei de cara com um homem apontando um revólver para mim. Tentei conversar baixo para não acordar os outros. Disse que poderiam pegar o que quisessem, desde que partissem sem machucar qualquer um de nós. Mas nesse exato momento uma flecha atravessou a cabeça da mulher. Olho para trás e me deparo com o Gê, e em suas mãos, a Crossbow.

Tudo aconteceu muito rápido, depois da mulher ser atingida por uma flecha e cair no chão, o homem gritou e começou a atirar contra meu amigo. Aproveitando a chance, corri e peguei a arma que estava com a mulher, e, sem pensar duas vezes, disparei 5 tiros no filho da puta que estava atirando enlouquecidamente.

Quando tudo terminou, olhei para o lado e vi meu amigo caído no chão da cozinha. Sua camisa já não era mais branca, mas sim vermelha. Gê tinha sido atingido por dois disparos durante a confusão. Uma bala atravessou seu braço, enquanto outra atingiu a seu tórax. Segundos depois Letícia estava chorando ao seu lado, gritando para que ele não a abandonasse. Eu sabia que ele não iria resistir e sabia o que aconteceria. Vi suas lágrimas tremeluzir em seus olhos, ele me viu, sem dúvida, e viu Letícia antes de morrer. Olhou para nós por um instante e sorriu, sorriu e depois fechou os olhos. Coloquei meus braços em volta de Letícia e choramos como uma criança. Pelo meu amigo, chorei.

Dias depois a Letícia que eu conhecia já não era mais a mesma. Numa certa noite ela estava sentada na praia, com uma garrafa de Jack Daniels numa das mãos e com uma arma na outra. Ela bebeu assistindo a queda de uma estrela cadente, e para aquela estrela ela fez um desejo, desejava a morte, porque sem Gê ela perdeu o pé na vida. Talvez conseguisse sobreviver sem ele, mas não aguentaria viver na solidão. Quando a noite foi caindo adentro, ela engoliu o resto do uísque, jogou a garrafa na areia da praia e explodiu o cérebro. Foi o primeiro suicídio que eu vi.

Não seria o último.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

16º Registro

10 de junho de 2014, segunda.
15:30

Estamos a salvo, por enquanto.
Vou tentar resumir o máximo possível o que aconteceu desde o dia que os Mordedores (como decidimos chamar as criaturas horrendas) estavam batendo na porta da sala querendo entrar para nos devorar.

Letícia estava chorando e o Gê estava tentando acalma-la de tudo o que estava acontecendo. Enquanto isso, eu e Humberto pegamos duas mochilas (anos atrás eu fiz um mochilão pela América do Sul, de modo que tinha duas mochilas cargueira de 40 litros cada para serem aproveitadas) e começamos a entocar o máximo de suprimentos que as mochilas suportariam. Tínhamos que dar o fora dali urgente e não havia tempo para pensar no que levar. Depois de 10 minutos, já estávamos todos prontos para sair daquele lugar, tranquei a Madame Nora dentro da gaiola de viagem e fomos para a porta da cozinha que dava acesso ao quintal da casa. Abrindo a porta dos fundos com cuidado para não fazer nenhum barulho, eu olhei para ver se tinha algum Mordedor por perto, por sorte todos eles estavam na frente da porta da sala tentando arromba-la, saímos sorrateiramente passando pelo o gramado, e nos preparando para pular o muro. Mas, nesse exato momento, escutei um barulho de madeira se quebrando e deduzi que os Mordedores haviam arrebentado a outra porta. 

Jogamos as mochilas para o outro lado do muro (quintal dos vizinho do lado esquerdo, já que a parede era mais baixa e dava pra passar com mais facilidade) e começamos a pular. Letícia passou primeiro com Madame Nora dentro da gaiola, seguida pelo o Gê, depois foi a minha vez. Mas quando eu estava em cima do muro e fui ajudar Humberto a subir, um pinta nos viu e foi tentar atacar Humberto. Sem pensar duas vezes, pedi o Arakh que estava com o Gê e joguei para a mão de Humberto. Quando o filho da puta aproximou-se de Humberto, ele desferiu um golpe crítico de cima para baixo, partindo a cabeça da criatura em dois, espalhando sangue preto por toda a sua cara. Caralho, ver aquela cena me lembrou de uma série que eu tinha assistido recentemente chamada Vikings. Enfim, depois de ter massacrado a criatura, ele me devolveu o arakh e subiu no muro passando para o outro lado. Quando estávamos "seguros" fomos para dentro da casa do meu vizinho, por sorte a porta dos fundos estava aberta e entramos. Ali moravam mais dois universitários, Cortez e Jhonnathan, que também estudavam na UFRN e faziam o curso de História e CeT. Quando entramos, não havia nenhum sinal deles, imaginei que estavam em alguma das duas Áreas Seguras. O ar da casa estava meio carregado, como se alguém tivesse liberado uma essência positiva no ar. Na parede da sala havia uma frase que continha a seguinte mensagem.

"Da paz e do amor eu quero muito mais 
Não tenho a vida ganha vou correndo atrás 
A luz do seu sorriso pela noite é demais 
Brasil, Jamaica harmonia de paz"

Ficamos um momento parados na sala tentando recuperar o fôlego, pois estávamos com o coração a mil. Depois vasculhamos a casa para ver se achávamos algumas coisas úteis. Após uma breve excursão achamos uma lanterna, um narguilé, vários quilos de maconha e cocaína, e a chave da kombi velha que eles tinham para ir à universidade. Ficamos algum tempo pensando para onde iríamos, pois agora tínhamos um veículo e poderíamos ir para qualquer lugar que quiséssemos. Mas no momento que estávamos planejando isso, ouvimos um barulho estrondoso vindo do lado sul da cidade, como se algum avião estivesse atirando mísseis em alguma coisa. Eu sabia o que era essa coisa, ou melhor, esse lugar.

A Área Segura que fora instalada na Arena das Dunas caiu, tinha certeza que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Imagino o sofrimento que aquelas pessoas estavam passando naquele momento, sendo alvejada pelas próprias pessoas que juraram proteger elas. Naquele momento demos de conta a escolha que fizemos de não ir para lá quando os soldados do exércitos evacuaram todo o condomínio. Não poderíamos mais ficar ali. Em algumas horas aquele lugar estaria tomado por milhares de Mordedores. Fomos para frente da casa ver se a kombi estava estacionada lá.

Ela ainda estava, mas para chegarmos a ela precisaríamos matar pelo menos umas nove criaturas antes de alcançá-la. Lembrei da notícia que a única forma de fazer as criaturas parar era destruindo o cérebro da mesma. Humberto pegou seu arakh, eu uma barra de ferro, Gê um taco de beisebol e a Letícia a Crossbow. Colocamos as mochilas e a gaiola da minha gata perto do portão e  o abrimos.

A primeira baixa foi uma Mordedora que estava do lado da porta da kombi, ela estava só vestindo a parte de baixo da roupa e seus grandes airbags estavam à mostra. Eu até teria apreciado a vista se não fosse pela grande mordida que ela tinha levado em um dos seus seios. Letícia acertou ela com uma flecha na testa (percebi que ela era boa naquilo).

Logo após Humberto decepou a cabeça de um e o Gê esmagou a cabeça de outro com o taco de beisebol. Eu investi num quarto Mordedor, atravessando a barra de ferro pelo olho da criatura. Logo matamos mais quatro Mordedores e jogamos todas as nossas coisas dentro da kombi. Mas quando fui dar a volta para entrar na cabine, um décimo Mordedor apareceu do nada e tentou devorar meu pescoço. A criatura se jogou pra cima de mim e caímos no asfalto. Eu tentava desesperadamente se livrar daquele monstro horroroso, dei-lhe um chute no seu peito e rolei paro o lado. Ficando em pé, atravessei a barra de ferro na sua cabeça e disse gritando "Tá vendo essa barra? Não força ela".

Depois do susto, entrei na kombi e fechei a porta, justamente quando mais criaturas apareciam na frente do veículo. Respirando fundo, coloquei a chave na ignição e girei. Com um ronco no motor, a kombi deu sinal de vida, passei a primeira e demos o fora dali.

Quando estávamos afastados um pouco da cidade, olhei pelo retrovisor e vi um espiral de fumaça preta subir na direção em que ficava a Arena das Dunas, e momentos depois, vi outra faixa que se elevava vindo da Zona Norte. As Áreas Seguras caíram e a cidade sucumbira ao terror, agora só o caos reinava em Natal. Rumamos em direção as praias do litoral norte do estado, onde não haviam tantas pessoas (por enquanto deveríamos nos manter nem longe e nem perto da cidade, pois ainda precisaríamos de recursos de sobrevivência, mas todo cuidado era pouco e deveríamos sempre nos manter em alerta a qualquer coisa que avistássemos). Por sorte a kombi estava com uma boa quantidade de gasolina e chegamos numa praia meio deserta. Ali poderíamos ficar durante algum tempo até pensarmos onde deveríamos ficar definitivamente. Arrombamos uma casa que ficava de frente para o mar e ali nos estabelecemos.

15º Registro

05 de junho, quarta.
07:24

ESTOU FODIDO, ESTOU FODIDO, ESTOU FODIDO.
Há meia hora atrás fui ver pela janela do meu quarto se a coisa da rua já tinha sumido. Espreitei pelas venezianas e vi que tinham várias coisas daquelas vagando lentamente pela rua; homens, mulheres, idosos e até mesmo crianças, merda, crianças. Todos com alguma parte do corpo dilacerada.

Acho que o grito que eu soltei hoje mias cedo atraiu algumas dessas criaturas para a minha rua. Fui ligar a TV para ver se conseguia obter algum sinal milagrosamente, mas quando peguei o controle para liga-la, sem querer havia pegado o controle do aparelho de som, de modo que o aparelho de áudio estava no máximo e aquelas coisas foram atraídas imediatamento pelo o barulho vindo da minha casa.

Merda, realmente estou fodido. Mais cedo quando eu corri para entrar em casa com medo daquela coisa, esqueci de fechar o portão e agora há dezenas dessas criaturas batendo a porta da sala tentando entrar. Não sei até quando a porta vai aguentar.

14° Registro

05 de junho, quarta.
04:56

Estou sentado, escrevendo isto, enquanto meu coração está batendo a mil.
Na noite de ontem tive consciência de que se não fizesse alguma coisa teria uma surto de estresse. Estava havia trinta e seis horas seguidas trancado em casa, andando de um lado para o outro feito um animal dentro de uma gaiola.

Disse aos meninos que iria dormir. Quieto, fui olhar a rua para ver se via alguma coisa ou alguém, pois já tinha passado do horário permitido de sair. Olhei por cima do muro e fitando os olhos, consegui ver algo se mexer no final da rua. Parecia que era um homem, estava muito escuro e ele estava muito longe, mas posso jurar que ele parecia cambalear sobre uma perna. Olhei para um lado e para o outro e me certifiquei de que não havia mais ninguém nua rua. Cauteloso como um gato, abri o portão e fui falar com o cara. Estava de costas e quando cheguei perto o bastante, chamei-o com um "Olá". Ele parou olhando para as estrelas (tive a entender que ele era meio surdo e não sabia distinguir de onde vinha a minha voz). Toquei com minha mão em seu ombro para ele se virar e quase me caguei com o que eu vi. Seu rosto estava desfigurado, havia um rastro de sangue seco saindo de sua narina e de seus olhos (um aliás, já que o outro era apenas um glóbulo vazio). A parte esquerda do seu rosto estava podre com pequenas larvas brancas desfilando sobre seu semblante horrendo. Também reparei que sua perna esquerda estava com uma ferida bem fodida (agora entendi porque ele parecia se arrastar quando andava). Quando ele me viu quis me atacar, soltei um grito e dei-lhe um chute em sua barriga e desatei a correr desesperadamente para minha casa.

Quando cheguei, entrei pelo portão passando direto pela porta da sala, trancando-a com duas voltas (coisa que raramente faço). Fui tomar um banho e colocar uma calça que não estivesse mijada, de modo que agora estou aqui sentado com todas as luzes da minha casa apagadas. Não contei nada a ninguém.

13° Registro

03 de junho de 2014, segunda.
12:50

Passamos a manhã inteira sem fazer nada. O dia estava incrivelmente calmo, até mesmo os pássaros pareciam ter ido embora daquele lugar sem vida. Por volta das 7 horas todos os canais da TV foram suspensos, em seus lugares apenas havia uma imagem de várias faixas coloridas. Ainda agora fomos planejar o que iríamos fazer. Bem, parece que iríamos ficar um bom tempo isolado do resto do mundo naquela casa pequena.

Por volta das 9 horas resolvi ir pegar os alimentos que estavam na casa dos meus amigos. Pulei o muro e fui pegar o máximos de coisas úteis que achei que fôssemos precisar durante o tempo de isolação. Peguei tudo o que restava de comida, remédios e alguns jogos para passar o tempo. Quando fui voltar me lembrei de algo que me parecia certo de pegar. Entrei no quarto do Humberto e com cuidado, peguei o Arakh e a Crossbow que estavam pendurados na parede em cima de sua cama. Acho que ele não iria gostar muito das pegadas de lama que deixei nos lençóis, mas foda-se. Voltei para casa e fomos contar os dias que dávamos para nos manter bem alimentados, sem ter que ir se arriscar nas ruas em busca de suprimentos. Ao todo, os alimentos perecíveis davam uma quantidade de 8 dias (mais uma vez, ainda bem que tinha comprado os malditos painéis solares para gerar energia), fora vários outros enlatados que tinha saqueado no mercado. Bom, só o que restávamos a fazer agora era esperar para ver no que iria acontecer...

domingo, 21 de setembro de 2014

12º Registro

02 de junho de 2014, domingo.
21:20

A luz foi embora. Passavam apenas uns minutos das nove da noite quando as luzes se apagaram. No início fiquei sentado estupidamente na cozinha, que é onde passo mais tempo ultimamente. Corri para o quintal para ligar as baterias acumuladores dos painéis solares. Nossa, foi uma benção do caralho ter comprados elas. Bom, agora pelo menos minha comida não vai se estragar do dia pra noite.

Fui olha por cima do muro para ver se meus amigos estavam na casa deles. Fiquei aliviado quando  vi um flash de luz saindo de uma janela. Pensei que eles tinham se juntado aos soldados e ido para as Áreas Seguras, mas não, eles tiveram a mesma ideia que eu. Falando baixo, chamei e os três vieram se juntar a mim, pulando o muro que dividia as casas.

Chegando na sala, liguei a TV no volume baixo e ficamos assistindo uma repórter dizer que estavam fazendo um espécie de mutação no vírus do Ebola do laboratório que foi destruído nos Estados Unidos. A repórter dizia que quando um indivíduo era exposto a fluidos corporais de uma pessoa infectada, ele imediatamente contraía o maldito vírus, de modo que no final do terceiro dia, depois de uma febre hemorrágica, dores nas articulações e feridas por todo o corpo, a pessoa vinha a óbito. Até aí tudo bem, mas a notícia ainda dizia que, mesmo depois de mortos, alguns neurônios se reconectavam com a medula, reanimando uma pequena área do cérebro e dando ao indivíduo a capacidade de fazer necessidades básicas de um ser humano, só que com extintos mais predatórios, como se alimentar de carne humana. Todas as lembranças que esta pessoas já teve um dia eram totalmente excluídas, e a única maneira de fazer essas coisas pararem era destruindo o seu cérebro. Dito isso, desliguei a TV e fui me sentar na cozinha.

11º Registro

02 de junho de 2014, domingo.
20:35

Foi há apenas alguns minutos. Um veículo blindado do exército e um caminhão de transporte vazio acabaram de parar bem na frente da minha casa. Desceram alguns soldados e começaram a bater as portas dos meus vizinhos, uma por uma. Como eu estava na cozinha ouvindo o rádio, as luzes da frente de minha casa estavam apagadas.

Quando bateram em minha porta, não me mexi. Peguei minha gata no colo e esperei um instante em silêncio, até que quem quer que estivesse na porta fosse embora. Mas precisava ver o que estava acontecendo. Fui discretamente até a janela e espionei pelas persianas. Vi minha vizinha sair com as duas filhas e umas malas, com os soldados a ajudavam a entrar no caminhão. Fizeram o mesmo com vários moradores da rua. Acho que estavam levando elas para as Área Seguras que foram montadas em dois lugares da cidade, uma na Arena das Dunas e mais uma na Zona Norte. As Áreas eram locais perfeitamente estudadas e protegidas.

Os caminhões partiram rumo as Áreas Seguras. Mas antes de entrar em seus veículos, um soldado pintou um enorme X vermelho no asfalto da rua. Depois disso, o caminhão virou a esquina e desapareceu. É tamanho o silêncio na noite que pude ouvir o som dos caminhões durante um bom tempo. Imagino que ainda tinham muito mais paradas para fazer nessa noite.

Aconteça o que acontecer, não confio no que o governo faz e quero manter distância das pessoas enquanto tem um surto de Ebola assolando o resto do mundo. Não, prefiro ficar na companhia da minha gata.

Já começam as minha dúvidas se ainda vai ter copa no Brasil esse ano. Ah, quer saber? Foda-se a copa. Pelo menos os padrões FIFA vão servir para outros propósitos agora.